8 de Agosto, 2025
A Importância Da Pregação
Artigo por Willes J. Silva
Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia
“Então Pedro se levantou, junto com os onze, e, erguendo a voz, dirigiu-se à multidão nestes termos: Homens da Judeia e todos vocês que moram em Jerusalém, tomem conhecimento disto e prestem atenção no que vou dizer´Atos 2:14
A descida do Espírito Santo provocou reações diversas. Alguns ficaram maravilhados ao ouvirem os discípulos falarem da grandeza de Deus em suas próprias línguas; outros, porém, agiram com zombaria e atribuíram o fenômeno das diversidades de línguas ao efeito do álcool. Para um coração incrédulo é mais fácil elaborar razões absurdas do que atribuir algo milagroso à ação de Deus.
Nesse contexto, Pedro se levantou como porta-voz dos discípulos e passou a pregar. Uma pregação firme em defesa da fé, combatendo as maldosas insinuações dos incrédulos, mas também trazendo esclarecimentos e fundamentando o que estava ocorrendo com promessas bíblicas encontradas no Antigo Testamento. Alguns elementos surgem nesse discurso de Pedro que também precisam ser encontrados nas pregações.
Em primeiro lugar, uma introdução localizando o tema da mensagem com uma situação prática: “Estes homens não estão bêbados, como vocês estão pensando, porque são apenas nove horas da manhã” (Atos 2:15). Isto fez com que a audiência se voltasse interessada com o que o Apóstolo iria dizer.
Em segundo lugar, citar (ler) o texto bíblico e explicá-lo a partir da pessoa de Jesus. Habilmente, Pedro citou a promessa do Espírito Santo encontrada no livro de Joel (Atos 2.16-21). Ele explica esse texto a partir de quem é Jesus, sua obra, morte, ressurreição e subida aos céus (assunção). Disse que ao ser Cristo exaltado pelo Pai, Ele derramou o Espírito Santo, como todos haviam presenciado.
Em terceiro lugar, sustentar toda a pregação numa boa teologia bíblica, vinculando Cristo às profecias messiânicas que faziam parte das Escrituras pertencentes à literatura judaica (Atos 2.22-28; 34-35).
Em quarto lugar, aplicar confrontando as ações más humanas com a vontade de Deus (Atos 2.36). Pedro denunciou o que eles fizeram (“que vós crucificastes”) com o que Deus fez (“Deus o fez Senhor e Cristo”). Com esse contraste, esperava-se que as pessoas tivessem consciência da sua situação de oposição a Deus, reconhecessem quem é Jesus e se arrependessem dos seus pecados para também receberem o Espírito, algo que acontece no momento da conversão (Atos 2.38).
Com isso, é impossível não chegar à conclusão da necessidade das pregações observarem esses elementos. Do contrário poderão se tornar simples expressões dos pensamentos humanos e não aquilo que a Bíblia realmente apresenta. Que Deus abençoe os pregadores da sua Palavra!