8 de Maio, 2025
A Justiça De Deus
Artigo por Willes J. Silva
Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia
“E farei com vocês o que pensei fazer com eles” Números 33:56
Uma das coisas mais difíceis das pessoas aceitarem é a justiça de Deus. O pensamento é simples, mas nem tudo é bem digerido: obediência e fidelidade trazem bençãos e recompensas; desobediência e infidelidade trazem castigo e condenação.
É mais fácil aceitarmos a primeira parte já que causa algum tipo de satisfação pessoal pensar que Deus somente vai abençoar a todos como demonstração contínua do seu caráter amoroso. Um Deus tão bondoso não vai fazer o mal para as suas criaturas, é o que muitos dizem.
Esse pensamento é falacioso por pelo menos duas simples razões. A primeira é que Deus não pode ser de um jeito num momento e em outro não. Nele há sempre coerência (Tiago 1.17). É impossível que Ele seja num determinado momento amoroso e em outro rigorosamente justo. A sua bondade e amor sempre serão temperados pela sua justiça e santidade. Por outro lado, também a sua justiça sempre será temperada pela sua bondade e amor. Porém, a santidade de Deus não permite que Ele não olhe para a infidelidade como algo extremamente grave. Na realidade, quando o seu povo é desobediente, a reputação de Deus quanto à sua justiça e santidade acaba sendo posta em dúvida.
O texto acima é seguido de uma série de orientações e advertências. Deus não age impulsivamente, mas Ele sempre tem o cuidado de deixar claro a sua vontade e as consequências pela desobediência.
Em segundo lugar, Deus proveu o homem com a liberdade de fazer suas escolhas, mas também de arcar com as consequências, sejam boas ou más. Como parte da semelhança que possui, o ser humano pode espelhar a glória de Deus através de uma vida que glorifique o seu nome ou então agir de forma a dar vazão aos desejos pecaminosos do coração e se tornar alvo do juízo divino. Assim sendo, o Senhor agirá para garantir que o castigo aconteça. Se a pessoa persistir nos seus atos pecaminosos, as desastrosas consequências serão tremendas e eternas, pois implicará numa condenação cuja pena será literalmente perpétua, ou seja, perdurará pela eternidade sem fim.
Com isso, é melhor sofrer agora por um pouco debaixo do juízo de Deus, aprendendo e crescendo com a situação, não voltando à práticas pecaminosas, do que sofrer eternamente devido à impenitência e dureza do coração. Como tem sido a sua obediência a Deus?