14 de Novembro, 2024

Adoração E Bênçãos

Adoração E Bênçãos

Artigo por Willes J. Silva

Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia

“Então Balaão disse a Balaque: Construa neste lugar sete altares e prepare sete novilhos e sete carneiros para mim. Balaque fez como Balaão tinha dito, e os dois ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar” Números 23:1,2

 Como nos dias de hoje, os personagens dessa história bíblica conheciam a Deus, mas não o temiam. Jeová fazia parte de um panteão de deuses que eram adorados e o relacionamento que tinham com Ele não era diferente com o que tinham com os outros. Estavam acostumados a oferecerem algo para os seus deuses a fim de receber alguma coisa em troca.

Coisa semelhante acontece nos dias atuais. Muitos professam com a boca terem algum tipo de fé e proximidade com o Deus Excelso, mas têm um relacionamento distante da vontade dEle para as suas vidas e valorizam muito mais os deuses “estranhos” venerados em seus corações do que buscar uma vida que reflita uma verdadeira adoração.

João Calvino, teólogo francês, disse certa vez que “o coração humano é uma fábrica de ídolos”. O escritor Richard Keyes escreveu: “Toda sorte de coisas são ídolos em potencial, dependendo somente, das nossas atitudes e ações concernentes a elas... Idolatria pode não envolver negações explícitas da existência de Deus ou de Seu caráter. Ela pode vir também, na forma de um afeto excessivo a algo que é, em si mesmo, perfeitamente lícito... Um ídolo pode ser um objeto físico, uma propriedade, uma pessoa, uma atividade, uma posição, uma instituição, uma esperança, uma imagem, uma idéia, um prazer, um herói, qualquer coisa que possa substituir Deus”.

Na antiguidade e em muitas culturas existentes nas mais variadas localidades do planeta nos tempos atuais a adoração a deuses envolve a oferta de oferendas diante de uma estátua ou símbolo sagrado. Isso é feito com a intenção de obter algo em troca ou evitar algum tipo de castigo e ação do deus que possa trazer prejuízo. O culto é feito baseado em princípios de merecimento e assim há uma troca. No fundo do coração, o adorador pensa assim: “Eu dou algo que você quer e você me dá algo que eu quero”. Com Jeová precisa ser diferente. Ele não deseja ser idolatrado, mas sim reverenciado e considerado de forma devida. Para isso Ele se apresenta através dos escritos bíblicos, oferecendo a base, o motivo e o modo do culto e adoração.

 Quantos ainda não entendem a grandiosidade do nosso Deus! Sua majestade e soberania são inigualáveis! Por isso, o padrão para sua adoração não é extraído dos costumes e tradições humanas, mas da sua própria palavra por onde Deus se revelou a nós.              

Bênçãos, revelações, curas e milagres não podem ser determinantes na adoração. Se vamos receber algo de Deus, cabe a Ele. Não adianta agir como o rei dos moabitas, Balaque, e o falso profeta Balaão que fizeram altares para receber uma “profecia positiva” de Deus, algo que lhes fosse favorável. A bênção do Senhor não é negociada e a adoração verdadeira deve ser devidamente prestada.

Willes J. Silva é pastor da Igreja Batista em Nova Suíça (IBENS), em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Trabalhou por muitos anos como professor de matemática e ciências. Inicialmente começou seu trabalho em igrejas batistas como Ministro de Música. Posteriormente se formou em Teologia, assumindo trabalho ministerial como pastor.