12 de Setembro, 2024
Dízimo Do Dízimo
Artigo por Willes J. Silva
Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia
“Fale aos levitas e diga-lhes o seguinte: Quando vocês receberem dos filhos de Israel os dízimos que eu lhes dou por herança, desses dízimos vocês apresentarão uma oferta ao Senhor: será o dízimo dos dízimos” Números 18:26
O princípio aqui é simples e direto, a mesma fidelidade a Deus e reconhecimento de que Ele é o doador de todas as coisas e que sustenta os trabalhos religiosos através de dízimos e ofertas que cabiam ao povo de forma geral também se aplicava à liderança. A função não a isenta de aspectos importantes da dinâmica dos serviços prestados na obra.
Infelizmente, vivemos tempos em que temos líderes religiosos que pensam estarem em uma posição ou status no reino diferente dos outros. Para eles, a função que exercem precisa trazer alguns benefícios incomuns e até extravagantes, e não querem participar financeiramente para o sustento da obra. Pensam que isso compete aos membros da congregação e se sentem desobrigados disso.
Deus está ensinando que a fidelidade é algo que precisa caracterizar o crente, não importando o cargo ou função que ocupa. Se o líder não exercita fidelidade e confiança em Deus, não é capaz de ensinar isso aos seus liderados. O exemplo negativo passa a ser copiado. Isso vai além de uma mera questão financeira; Deus quer ensinar ao seu povo a importância do reconhecimento de que dependemos dEle para a nossa existência. Isso trabalha a questão da autossuficiência humana, colocando as pessoas na posição de necessitadas das benesses divinas. Outra coisa é que Deus quer mostrar que é Ele quem sustenta a Sua obra. Para isso o Senhor abençoa os crentes para que possam ser generosos e abençoarem outros. Em tudo isso, o caráter generoso, amoroso e gracioso de Deus é comunicado ao coração dos seus filhos.
Outro aspectos importante da orientação acima é que tira de foco da importância demasiada que um líder possa dar àquilo que é trazido como dízimo e oferta e o coloca também como participante no sustento da obra. A ganância é desestimulada e em troca tem-se a coparticipação e a vida em comunidade. Como Paulo escreveu: “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. Não é difícil o brilho reluzente das riquezas despertarem a avareza no coração de um líder.
O próprio Jesus deu o exemplo enquanto estava aqui entre nós em carne ao contribuir para a manutenção das atividades do templo (Mateus 17.24-27). Assim também o pastor ou qualquer outro líder devem participar financeiramente com consciência e alegria para o sustento da obra do evangelho através de uma igreja local.