8 de Fevereiro, 2024

Governo Humano

Governo Humano

Artigo por Willes J. Silva

Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia

“E disse o Senhor a Moisés: Cada príncipe oferecerá a sua oferta (cada qual em seu dia) para a consagração do altar” Números 7:11

 A questão do governo humano é importante e ao mesmo tempo conflitante. A Palavra do Senhor nos orienta que devemos respeitar as autoridades porque receberam dEle essa função. Textos como Romanos 13.1-4 e 1 Pedro 2.13,14 tratam disso. Mas a questão é se todo o governo vem de Deus. O que falar sobre aqueles que se impõem pela força militar, política ou até mesmo judicial? E daqueles que exploram o povo com impostos demasiados não dando a devida contrapartida, minando o poder aquisitivo das pessoas. O texto de Provérbios 29.4 já alertava:

"Quando o governo é justo, o país tem segurança; mas, quando o governo cobra impostos demais, a nação acaba na desgraça"

 Precisamos compreender que a autoridade é outorgada por Deus, porque Ele é a autoridade máxima. Qualquer outra autoridade humana será um reflexo dessa autoridade suprema de Deus, e somente há governos humanos devido à permissão dele para que as nações se organizem em prol do bem social. O entendimento dessas verdades são extremamente necessárias para que qualquer governo civil seja bem-sucedido e cumpra satisfatoriamente sua função. Por isso, desde cedo na formação da nação, Deus orientou os hebreus a respeito dos seus governantes.

 Enquanto os hebreus estavam sendo instruídos a respeito da prática religiosa (ver estudos anteriores nesse blog), também foram orientados sobre a vida civil. Líderes haviam sido estabelecidos por Deus e no dia em que foram ungidos para assumirem suas posições e funções, ofereceram ofertas. É evidente que o contexto é outro, mas dois princípios importantes surgem que devem ser aplicados também em nossos dias.

1º Os líderes de governos precisam vir do Senhor, cuja orientação deve ser entendida e respeitada e, ao mesmo tempo,

2º precisam ser pessoas que O cultuem como reconhecimento de que ocupam uma posição que lhes foi dada, mostrando submissão e encarando o fato de que precisam realizar seus ofícios com muita responsabilidade.

Cada líder irá prestar contas a Deus pelos seus atos, e o parâmetro desse julgamento será aquilo que Deus orientou em Sua Palavra:

"Nas cidades que o Senhor, nosso Deus, lhes der, vocês devem escolher juízes e outras autoridades para cada tribo. Eles julgarão todos com justiça e honestidade. Não serão injustos nas suas sentenças; tratarão todos igualmente e não aceitarão suborno. O suborno faz com que homens sábios e honestos fiquem cegos e deem sentenças injustas" Deuteronômio 16.18,19 

Estamos carecendo de líderes que tenham esse tipo de postura. Acredito que assim as desigualdades seriam minimizadas.

Willes J. Silva é pastor da Igreja Batista em Nova Suíça (IBENS), em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Trabalhou por muitos anos como professor de matemática e ciências. Inicialmente começou seu trabalho em igrejas batistas como Ministro de Música. Posteriormente se formou em Teologia, assumindo trabalho ministerial como pastor.