29 de Junho, 2024
Graça e Oferta
Artigo por Willes J. Silva
Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia
“Uma mesma lei e um mesmo direito haverá para vós e para o estrangeiro que peregrina convosco” Números 15:16
As portas da graça sempre estiveram abertas a todos os povos, inclusive no Antigo Testamento. Deus é Deus de todos, não só dos Judeus. Jesus trouxe luz a esse tema quando esteve andando aqui, através de seus atos miraculosos, ensinos e morte sacrificial.
Quando Deus escolheu um povo como propriedade particular, não foi apenas para salvá-lo e torná-lo seu herdeiro, mas também para que fosse bênção para os outros povos. Através dele, Deus seria conhecido e, assim, todos poderiam desfrutar da Sua misericórdia e graça.
O Senhor não faz acepção de pessoas, como é muito assinalado no Novo Testamento. No Antigo Testamento encontramos isso nas diversas vezes em que a Sua graça foi manifestad. tanto é que na genealogia de Jesus temos mulheres estrangeiras que viveram em tempos antes de Cristo.
Interessante que o texto em tela está inserido num trecho que trata de ofertas. isso porque o próprio Deus diversas vezes disse estar mais interessado no ofertante do que na oferta. Para Ele o coração era mais importante do que a manifestações visíveis. Lógico que a oferta é importante, mas um coração adorador é mais significativo para o Senhor do que aquilo que é trazido para o culto como oferta. Tanto a oferta do judeu como a do estrangeiro precisavam ser precedidas por um coração de um adorador fiel e obediente.
A oferta que oferecemos a Deus é parte integrante de culto. Através dela demonstramos nossa obediência, já que o próprio Deus nos orienta nesse sentido; demonstramos nossa confiança num Deus sustentador, que não vai deixar seu povo desamparado; demonstramos desapego ao não colocarmos as “coisas” do mundo criado à frente do Criador; e, antes de tudo, demonstramos as prioridades do nosso coração, pois revela quem tem o primeiro lugar em nossas vidas.
E então, como tem sido a sua oferta?