16 de Janeiro, 2024

Infidelidade Conjugal

Infidelidade Conjugal

Artigo por Willes J. Silva

Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia

E o sacerdote a fará chegar, e a porá perante a face do Senhor Números 5:16

Esse é um texto interessante e não tão fácil de ser entendido. Ele diz que se um marido suspeitasse de uma infidelidade conjugal e não tivesse como provar, deveria levar a mulher ao sacerdote e ele ofereceria no ato uma oferta ao Senhor. A ideia era que o Senhor revelasse se a mulher havia transgredido a lei ou não. No caso afirmativo, ela seria morta como também o homem que havia se deitado com ela.

Na cerimônia o sacerdote pegaria pó do chão do santuário e água santa, possivelmente separada para as celebrações religiosas. Isso tudo era colocado num copo e dado à mulher para beber. Caso estivesse grávida, a barriga incharia, teria um aborto e seria infértil para sempre, o que seria uma maldição naquele contexto.

Algumas situações graves têm se tornado comuns nos lares também em nossos dias. Um é a violência doméstica e o outro a infidelidade conjugal. Um e outro são amplamente repugnados pelas Escrituras. Desde cedo, ainda no livro de Gênesis, vemos a origem do casamento. Um homem e uma mulher (Casamento monogâmico). Ao homem foi dado a incumbência de cuidar das coisas criadas por Deus. Isso lhe seria requerido, inclusive o cuidado com a sua esposa, o que exclui qualquer ato de violência. A fidelidade conjugal passou a ser a atitude natural desde então. Infelizmente, a poligamia surgiu trazida por um homem que não temia a Deus e o afrontava (Gênesis 4.19,23,24). Da poligamia à infidelidade conjugal foi um pequeno passo.

No Novo Testamento vemos claros ensinos a respeito da santidade no casamento. O livro de Hebreus, capítulo 13, versículo 4 vai dizer:

O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado

 A orientação descrita no livro de números em relação à suspeita de adultério de uma mulher é importante por pelo menos duas razões: A primeira delas era o fato de se trazer a questão para ser colocada diante de Deus. Não haveria conflito e violentas discussões no lar que poderiam levar a atos de violência. Deus se interessa por cada aspecto das nossas vidas e Ele preza pela saúde das nossas famílias.

Em segundo lugar, era uma forma de proteger a mulher inocente, porque nas culturas do oriente antigo - e em muitas atuais - a simples suspeita poderia significar a pena de morte para a mulher. Então, de forma objetiva, era Deus quem iria revelar se ela era culpada ou não. Isso protegeria a mulher de um julgamento precipitado e até mesmo injusto.

 Em meio a dúvidas graves em situações como essa, Deus precisa ser buscado para que Ele revele os corações e dele venha o juízo.

Willes J. Silva é pastor da Igreja Batista em Nova Suíça (IBENS), em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Trabalhou por muitos anos como professor de matemática e ciências. Inicialmente começou seu trabalho em igrejas batistas como Ministro de Música. Posteriormente se formou em Teologia, assumindo trabalho ministerial como pastor.