30 de Agosto, 2024
Legitimidade
Artigo por Willes J. Silva
Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia
“No dia seguinte, Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que o bordão de Arão, pela casa de Levi, havia brotado, e, tendo feito sair brotos, havia produzido flores e dava amêndoas” Números 17:8
Deus se manifestou mais uma vez de forma milagrosa para encerrar de vez com o questionamento acerca da legitimidade de Arão como sacerdote. O líder de cada tribo de Israel deveria trazer um bordão, que é uma espécie de vara mais grossa, com o nome escrito. Todos fizeram isso, inclusive Arão, representando a tribo de Levi. No dia seguinte somente a vara de Arão tinha brotado, saído flores e dado frutos maduros. Todo o ciclo completo em apenas uma noite.
Essa foi a forma de Deus afirmar, mais uma vez, que quem escolhia para função sacerdotal era Ele. Qualquer dúvida sobre se a pessoa deveria estar exercendo aquela função ou não era na realidade um questionamento acerca da sabedoria e soberania de Deus.
Muitas vezes esses questionamentos surgem não somente em relação a outros, mas até em relação a nós mesmos. Quem já não se perguntou: Sou eu mesmo Senhor? Sou eu a pessoa certa para estar neste lugar neste momento?
De certa forma, os questionamentos em relação aos outros são mais fáceis de serem tratados. As evidências explícitas nas ações dos outros nos ajudam a coletar mais facilmente dados para levantarmos algum tipo de juízo. Porém, quando as dúvidas são internas, tudo se torna mais subjetivo. Nunca se está plenamente certo e seguro de nada. Até quando Deus dá mostra da sua comprovação e comissionamento, a leitura deste momento se torna passageira e logo esquecemos daquilo que Deus demonstrou e a dúvida passa a pairar como uma névoa fina nos corações.
O agravante da história narrada no capítulo de onde o versículo destacado foi retirado, é que os questionamentos estavam sendo levantados por homens pecaminosos que tinham interesses escusos em seus corações. Afim de roubarem a posição de Arão estavam tentando desacreditá-lo. Por isso, é sempre bom pedir a Deus que sonde o nossos corações para que Ele revele a real intenção que está por trás das desconfianças que temos da(s) decisão(ões) de um líder. Importante nos lembrarmos quem foi que colocou a pessoa nessa posição e a quem ela vai ter que prestar contas.
Não estou dizendo que os líderes não devem ser questionados quanto a uma decisão duvidosa ou até mesmo devido a um pecado. Mas não pode haver dúvida sobre quem pode realmente colocar pessoas na posição de exercer liderança. O mesmo erro que comete aquele que cumpre uma função pastoral ou de liderança sem o chamado divino específico, à revelia da vontade de Deus, também é cometido por aqueles que questionam Deus por ter o direito exclusivo de escolher pastores. Pense nisso!