30 de Abril, 2024

Liderança Compartilhada

Liderança Compartilhada

Artigo por Willes J. Silva

Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia

“Então, o Senhor desceu na nuvem e lhe falou; e, tirando do Espírito que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas, depois, nunca mais” Números 11:25

 Graças a Deus que não existe exclusividade na obra do Senhor! Desde os tempos antigos Deus fez questão de ensinar aos homens que o serviço do reino precisa ser distribuído e não é privilégio de uns poucos.

Muitos erradamente entendem que liderar é ser atuante em todas as áreas. Somente se sentem confortáveis quando estão á frente de qualquer atividade. Acreditam que a sua importância está no domínio e na auto centralização. Essa é uma necessidade que revela mais um distúrbio de comportamento do que um espírito de serviço.

 Há grande prejuízo quando tal coisa acontece. Prejuízos pessoais devido a enorme carga de responsabilidades que a pessoa toma sobre si, provocando stress, ansiedade, problemas de relacionamento no lar etc. Isso tudo ainda pode se somatizar trazendo diversos tipos de doenças físicas.

 Mas também há prejuízos para os liderados que se tornam dependentes, imaturos, continuamente carentes de alguém que faça as coisas por eles.

Não é isso que Cristo deseja para a sua igreja. Numa leitura cuidadosa, vemos que até mesmo entre os discípulos havia uma divisão de funções. Além do mais, as diversas listas de dons registradas no Novo Testamento mostram o ideal de Deus para a igreja. Através do seu Santo Espírito Ele capacita homens e mulheres para os diversos níveis de liderança e atividades na igreja. É isso que encontramos no texto acima.

 Havia a necessidade grande de uma liderança mais perto e ágil. Moisés estava tremendamente sobrecarregado. Já era dificultoso lidar com questões cotidianas, ainda mais ter quer tratar também com a rebeldia e teimosia do povo. Deus capacitou, então, setenta anciãos para liderarem o povo em questões menores.  Para isso, tirou do Espírito que estava sobre Moisés e o distribuiu entre os anciãos. Ele fez questão de deixar claro que era o mesmo Espírito. O campo do exercício de liderança era diferente, mas o Espírito era o mesmo.              

Como já vimos, a expressão máxima dessa realidade acontece na igreja. Depois que o Espírito Santo veio no dia de Pentecostes, passou a habitar definitivamente no coração de cada crente dando-lhe dons e capacitando-o sobrenaturalmente para a obra. O que cabe a cada um é se deixar usar. A igreja de Cristo continua precisando de líderes que estejam dispostos.

Willes J. Silva é pastor da Igreja Batista em Nova Suíça (IBENS), em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Trabalhou por muitos anos como professor de matemática e ciências. Inicialmente começou seu trabalho em igrejas batistas como Ministro de Música. Posteriormente se formou em Teologia, assumindo trabalho ministerial como pastor.