22 de Outubro, 2024
Memorial De Gratidão
Artigo por Willes J. Silva
Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia
” Dali partiram para Beer. Este é o poço do qual o Senhor disse a Moisés: Reúna o povo, e lhe darei água. Então Israel cantou este cântico:b "Brote, ó poço! Entoem cânticos para ele!” Números 21:16,17
Apesar da ingratidão mostrada diversas vezes pela murmuração, o povo hebreu durante a sua jornada era levado a retornar para lugares onde Deus havia manifestado a sua graça. Na situação específica citada acima no versículo, o povo foi levado a um lugar onde Deus os havia provido de água numa região de deserto. Essa bondade continuou durante os 40 anos de peregrinação até que entraram em terras onde havia água em abundância.
Chega a ser intrigante como as pessoas não se dão conta das inúmeras bênçãos do Senhor. Na época da pandemia, alguém chamou a atenção para a falta que fazia para muitos de algo que não damos tanto valor, o ar. A nossa indisposição de ser gratos em tudo, conforme orientação de 1 Tessalonicenses 5.18, é capaz de atrapalhar a nossa intimidade com Deus. Se não somos gratos, por conseguinte, somos ingratos. Agimos da mesma forma que um filho que não reconhece o esforço e investimento dos seus pais para dar-lhe o sustento. Essa atitude faz com que ele deixe de ter um relacionamento sadio com os seus pais, carregado de amor e delicadeza no trato.
Nossa memória precisa ser estimulada vez ou outra para que tenhamos a lembrança das ações bondosas do Senhor. Isso porque o pecado que ainda está em nós, nos torna inclinados mais para a reclamação do que para a gratidão. É indispensável guardar e conservar memoriais que nos ajudem a lembrarmos da bondade de Deus revelada numa situação específica. Isso faz com que voltemos a experimentar alguns sentimentos de cuidado e pertencimento que foram sentidos na ocasião, mas que ficaram perdidos no tempo e escondidos bem fundo na memória. “Conta as bênçãos”, já dizia o escritor sacro, “e verás surpreso quanto Deus já fez”.
Importante ressaltar o grande amor de Deus que continua a suprir o seu povo em suas necessidades, apesar de se apresentarem muitas vezes rebeldes e obstinados em seus pecados. O mesmo Deus do passado é o Deus de hoje e será para sempre. Espiritualmente temos a contínua provisão da água da vida, que é Cristo, que satisfaz as necessidades espirituais (sendo a maior delas a salvação da alma), trazendo força e alegria. Vale a pena beber sempre dessa água (Jesus) que nos é oferecida, pois ela jorrará por toda a eternidade!