17 de Setembro, 2024

Morte E Purificação

Morte E Purificação

Artigo por Willes J. Silva

Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia

“Esta é uma prescrição da lei que o Senhor ordenou, dizendo: Diga aos filhos de Israel que tragam uma novilha vermelha, perfeita, sem defeito, que não tenha ainda levado jugo... À vista do sacerdote, a novilha será queimada; o couro, a carne, o sangue e o excremento, tudo será queimado... E um homem limpo ajuntará a cinza da novilha, e a porá fora do arraial, num lugar limpo, e ficará ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água da separação; expiação é... Aquele que tocar em algum morto, cadáver de algum homem, imundo será sete dias. Ao terceiro dia se purificará com aquela água, e ao sétimo dia será limpo; mas, se ao terceiro dia se não purificar, não será limpo ao sétimo dia” Números 19:2,5,9.11,12

A lei que considerava imundo aquele que tocasse em um morto trazia alguns significados e implicações importantes:

Em primeiro lugar, tocar em um morto fazia que a pessoa se tornasse cerimonialmente impura. Morte e santidade eram colocadas em sentido opostos. A morte aponta para o pecado o que se contrapõe à santidade fazendo com que a pessoa não estivesse adequada para prestar culto a Deus. Um Deus santo exige que os seus adoradores também sejam santos.

Em segundo lugar, existem razões sanitárias que mostram que essa lei protegia o povo de alguma doença. Devido ao processo de decomposição, as bactérias se multiplicam acentuadamente num cadáver, podendo trazer riscos de infecções sérias, principalmente para pessoas com baixa imunidade. Um simples corte na pele possibilita a entrada de um desses micróbios causadores de doenças.

 Em terceiro lugar, com essa lei Deus estava ensinando os israelitas a não agirem como os egípcios que praticavam adoração aos mortos. Eles os veneravam e, por isso, se tornaram tremendamente supersticiosos.

Em último lugar, a prescrição de não tocar em um cadáver ou até mesmo num osso, lembra a origem do pecado. Essa restrição fazia o hebreu se recordar que a morte fora introduzida no mundo pelo pecado, e, assim, podia entender a gravidade dele. O mal não era a morte em si, mas o pecado que o gerou.

Mas a impureza de alguém que tocasse num morto não duraria para sempre. Quando caia a tarde a pessoa já era considerada limpa. Deus sempre manifestou a sua graça para que o ser humano pudesse encontrar a necessária purificação dos seus pecados. A novilha vermelha era uma representação de cristo. Jesus foi sacrificado para a nossa purificação. Nele nos tornamos puros de tudo aquilo que a morte e o pecado significam. Aliás, Ele venceu a morte para que nós também fôssemos vitoriosos com Ele e tivéssemos a vida eterna pela fé. Creia em Cristo! Através de Jesus temos a purificação dos nossos pecados e a vitória sobre a morte.

Willes J. Silva é pastor da Igreja Batista em Nova Suíça (IBENS), em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Trabalhou por muitos anos como professor de matemática e ciências. Inicialmente começou seu trabalho em igrejas batistas como Ministro de Música. Posteriormente se formou em Teologia, assumindo trabalho ministerial como pastor.