22 de Março, 2024

Murmuração

Murmuração

Artigo por Willes J. Silva

Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia

“Queixou-se o povo de sua sorte aos ouvidos do Senhor; ouvindo-o o Senhor, acendeu-se-lhe a ira, e fogo do Senhor ardeu entre eles e consumiu extremidades do arraial”  Números 11:1

Penso que poucas coisas são tão odiosas para Deus quanto a murmuração. Ela revela muito do que está no coração da pessoa. O murmurador é um descrente. Vejamos:

1. O murmurador é um descrente porque desconfia dos propósitos de Deus, não se submetendo à sua vontade; porque não reconhece a razão da necessidade que está sofrendo, não vê motivo algum para que aconteça. Isso alimenta a sua desconfiança em relação às ações de Deus. Para ele não basta apenas saber que tudo aquilo que acontece em sua vida não passa despercebido por Deus e nem fora daquilo que Ele planejou.

2. O murmurador é um descrente porque desconfia do poder de Deus, atribuindo-lhe incapacidade de cuidar e sustentar as pessoas em tempos de escassez e crise. A sua autossuficiência faz-lhe pensar que se ele não está tendo condições de suprir suas carências, Deus também não pode. Em seu interior crê num Deus criado à sua semelhança, por isso, esse Deus também é pequeno perante a imensidão do “deserto” de recursos para a solução da dificuldade.

3. O murmurador é um descrente porque desconfia da direção de Deus, não enxerga o sentido nas coisas que acontecem por não ver até onde vai levar. Sente-se meio que em deriva num imenso oceano, sem a visão de uma terra firme onde possa se aportar. Não enxergar o momento dentro do contexto do plano divino, porque a sua não onisciência o incomoda, trazendo um misto de revolta e fragilidade. .

Além de descrente, o murmurador também é um ingrato e não valoriza as ações benevolentes de Deus no passado e, por isso, se torna fraco no presente e mostra-se receoso quanto ao futuro.              

Fé e gratidão devem estar presentes em um coração fiel que confia e espera sempre no Senhor.

Willes J. Silva é pastor da Igreja Batista em Nova Suíça (IBENS), em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Trabalhou por muitos anos como professor de matemática e ciências. Inicialmente começou seu trabalho em igrejas batistas como Ministro de Música. Posteriormente se formou em Teologia, assumindo trabalho ministerial como pastor.