28 de Fevereiro, 2024

Páscoa e Libertação

Páscoa e Libertação

Artigo por Willes J. Silva

Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia

“Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém entre vós ou entre as vossas gerações for imundo por corpo morto ou se achar em jornada longe de vós, contudo, ainda celebrará a Páscoa ao Senhor” Números 9:10

No segundo ano de peregrinação do povo hebreu no deserto em direção a Canaã, chegou o tempo de celebrar a Páscoa. Festa importante no calendário judaico pois lembra a libertação do povo do cativeiro egípcio e a providência de Deus numa noite espetacular em que os primogênitos egípcios foram mortos mas os primogênitos hebreus foram poupados devido ao sangue do cordeiro passado nos umbrais das portas.

 O versículo acima destacado mostra algo interessante. Essa era a única cerimônia religiosa que um imundo poderia participar. Como a Páscoa traz em si mesma uma forte ideia de libertação, Deus estava lembrando que a Páscoa deveria ser associada não somente com a manifestação da graça agindo para libertar o seu povo do cativeiro egípcio, mas também que essa mesma graça pode libertar a pessoa de qualquer tipo de impureza que a impeça de se relacionar com Deus.

Quando Jesus se reuniu com João Batista num maravilhoso e tão esperado encontro, este disse que Jesus era o “Cordeiro de Deus” (João 1.29). A partir do sacrifício de Jesus, o cordeiro pascal não seria mais necessário, porque Cristo derramaria o seu sangue de uma vez por todas, realizando um sacrifício absolutamente completo para que o homem fosse purificado plenamente dos seus pecados. Assim como o anjo da morte não entrou nas casas dos hebreus devido ao sangue do cordeiro passado nos batentes das portas, aquele que foi salvo pelo sangue do Cordeiro de Deus se livra da morte espiritual eterna. O outro João, o Apóstolo, Já mais amadurecido em idade, veio a escrever mais tarde que o “sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado” (1 João 1.7).              

A Páscoa é uma festa judaica, mas o sentido da Páscoa também é festejado pelos cristãos pois celebra a libertação da condenação do pecado e da morte eterna através do sacrifício de Jesus na Cruz e de sua ressurreição. Devido a isso, podemos continuamente nos aproximar de Deus e termos um relacionamento com ele. Celebremos a nossa libertação!

Willes J. Silva é pastor da Igreja Batista em Nova Suíça (IBENS), em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Trabalhou por muitos anos como professor de matemática e ciências. Inicialmente começou seu trabalho em igrejas batistas como Ministro de Música. Posteriormente se formou em Teologia, assumindo trabalho ministerial como pastor.