4 de Julho, 2024
Pecados Involuntários
Artigo por Willes J. Silva
Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia
“então, quando se fizer alguma coisa de forma involuntária e isso for oculto aos olhos da coletividade, toda a congregação oferecerá um novilho, para holocausto de aroma agradável ao Senhor , com a sua oferta de cereais e de libação, segundo o rito, e um bode, para oferta pelo pecado” Números 15:24
Este versículo levanta uma questão que tem provocado um dilema ético ao longo da história da humanidade. Pode alguém ser culpado de ter praticado um delito sem que ele soubesse antecipadamente de que tal coisa era errada ou até mesmo criminosa? Se tentarmos buscar a resposta dentro da filosofia, podemos chegar a nenhum lugar, como um cachorro correndo atrás do próprio rabo. Mas, a teologia fundamentada nas Escrituras, traz resposta a estas questões.
Dois pontos específicos podem ser destacados deste versículo. O primeiro é que o desconhecimento da vontade do Senhor ou o erro cometido por ignorância não torna a pessoa isenta de culpa. Deus imprimiu no coração humano a sua vontade. Romanos 2.15 fala a respeito dos não judeus:
“Estes mostram a obra da lei gravada no seu coração, o que é confirmado pela consciência deles e pelos seus pensamentos conflitantes, que às vezes os acusam e às vezes os defendem”.
Antes, no capítulo 1, Paulo havia dito que os homens são indesculpáveis por não fazerem a vontade Deus, porque Ele se deu a conhecer (seu eterno poder e divindade) pelas coisas criadas (Rm 1.20).
Em segundo lugar, até mesmo para os pecados involuntários ou por ignorância, foi providenciado por Deus o meio para que o homem recebesse a graça do perdão. O sacrifício prescrito acima em si mesmo não traz o perdão, mas é trazido pela graça. O sacrifício expressava o desejo do homem de estar em paz com Deus e apontava para aquele que se sacrificaria em prol do perdão dos pecados dos homens, Jesus. Ele tem poder para perdoar os pecados voluntários e involuntários; conscientes ou por ignorância. Ainda hoje o que se requer é que a pessoa reconheça os seus pecados e busque a reconciliação com Deus através da fé no “Cordeiro de Deus”, que tomou sobre si a nossa culpa.