5 de Abril, 2024

Pessoas Estranhas

Pessoas Estranhas

Artigo por Willes J. Silva

Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia

“E o populacho que estava no meio deles veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e também disseram: Quem nos dará carne a comer?” Números 11:4

De novo o povo hebreu se põe a se queixar de Deus no deserto. Agora reclama da providência de Deus ao prover o alimento que caía de forma sobrenatural na região em que estavam em forma de Maná. Isso mostra o quanto o coração humano é insaciável.

 Porém, aqui aparece um elemento que muitas vezes é a razão de surgir murmuração numa igreja - a presença de pessoas estranhas no meio dos membros. Esses que “estão entre nós, mas não são dos nossos”, minam a fé do povo colocando em dúvida as decisões em prol do avanço do reino e as bênçãos do Senhor que revelam Sua aprovação. Tudo começa com pequenos comentários que se alastram em forma de descontentamento.

 São aqueles que parecem ser dos nossos, mas não são. Muitas vezes ocupam até posições de destaque, mas se ocorre qualquer tipo de divergência, por menor que seja, logo mostram-se contrariados e tornam-se fonte de insatisfação.

 Devido a uma fé genuína por não terem passado por uma experiência verdadeira de conversão, vivem em constantemente insaciedade, tornando-se egoístas e desconfiados em relação aos propósitos de determinadas ações ou palavras, observações ou orientações fornecidas.

  Essa “pessoa estranha” no meio da igreja pode muitas vezes exercer tanta influência a ponto de arrebanhar uma parte do rebanho para apoiá-la em suas pretensões e queixas. É importante ressaltar que em nenhum momento ela se demonstra um descrente, pois se comporta da mesma forma que os demais, sem revelar os desejos pecaminosos do coração.

 Como no exemplo citado no texto, são pessoas que se achegaram durante a jornada, se tornaram aos poucos conhecidas, se apresentaram como indivíduos leais e conquistaram a amizade do povo. Porém, quando finalmente exibiram os seus pensamentos pecaminosos, provocaram adversidades e trouxeram um espírito de rebelião .

Que Deus nos dê discernimento para identificarmos esse “populacho” em nosso meio que, como Jesus falou, é o “joio no meio do trigo”.

Willes J. Silva é pastor da Igreja Batista em Nova Suíça (IBENS), em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Trabalhou por muitos anos como professor de matemática e ciências. Inicialmente começou seu trabalho em igrejas batistas como Ministro de Música. Posteriormente se formou em Teologia, assumindo trabalho ministerial como pastor.