5 de Janeiro, 2024
Sacerdócio
Artigo por Willes J. Silva
Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia
“E estes são os nomes dos filhos de Arão: o primogênito Nadabe; depois Abiú, Eleazar e Itamar. Estes são os nomes dos filhos de Arão, dos sacerdotes ungidos, cujas mãos foram consagradas para administrar o sacerdócio” Números 3:2,3
Desde cedo, ainda durante o nascimento da nação hebraica, Deus separou e escolheu alguns homens para que pudessem servir no culto a Ele. Estes eram os sacerdotes e os levitas.
Os versículos acima dizem respeito especificamente aos sacerdotes. Em primeiro lugar, o texto identifica de forma objetiva as pessoas que foram escolhidas por Deus. No caso, os homens de uma família. Não havia mérito pessoal algum para isso, mas foi um ato soberano de Deus.
Deus ainda age da mesma forma. Não são os nossos desejos ou da comunidade que irão determinar o tipo de vocação de um crente. Na realidade, o que vai definir o tipo de chamado é a necessidade da igreja e do reino de forma geral.
Paulo, ecoando o texto acima, vai dizer em 1 Coríntios 12.7 que “a manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso”. outras versões vão dizer que essa manifestação do Espírito é dada “para o que for útil”. Assim sendo, a capacitação especial de Deus é algo útil e proveitoso para o momento imediato da vida da comunidade religiosa e do reino em geral, ou para alguma necessidade futura já prevista pelo Senhor.
Em segundo lugar, eles foram ungidos com um azeite preparado somente para esta cerimônia. Esse momento marcava o início do ministério sacerdotal e simbolizava que Deus os estava capacitando para a realização da tarefa através do Seu Santo Espírito. Eles não apresentavam qualquer característica pessoal que os qualificavam para a função. Os que Deus chamou a esses qualificou. Assim sendo, o santo Espírito de Deus os enchia para o cumprimento da missão.
Nos dias de hoje, após o Pentecostes, todos os que creem em Jesus recebem também a unção que os capacitam para o sacerdócio. Uma das grandes máximas defendidas pelo Movimento da Reforma era que “cada crente é um sacerdote”. Cada crente pode se achegar a Deus em culto e oração, interceder pelos outros e ensinar as palavras de Cristo. Isso não acontece por qualquer mérito pessoal, porque os requisitos essenciais continuam: Deus é que escolhe e capacita através do Espírito Santo.