17 de Janeiro, 2024

Santos No Mundo

Santos No Mundo

Artigo por Willes J. Silva

Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia

Todos os dias do seu nazireado santo será ao Senhor Números 6:8

A pessoa que decidia se consagrar ao Senhor por um tempo ou de forma vitalícia, deveria se resguardar de algumas práticas. Dentre elas podemos destacar não beber vinho, não cortar o cabelo e não tocar em uma pessoa morta. Qualquer uma dessas coisas a tornava impura para a função.

Através dos nazireus, Deus estava ensinando ao povo a importância da santidade de vida, ainda mais quando alguém manifestava publicamente estar consagrado ao Senhor. Isso aos poucos foi sendo esquecido. Hoje não encontramos mais tanto essa preocupação. Por detrás do discurso de que “o que importa é o que está no coração”, aqueles que se dizem fiéis e consagrados ao Senhor tem se entregado a práticas que mais tem a ver com a vontade de ser notado no mundo e recebido por ele. Com isso a vontade pessoal e desejos (pelo menos duvidosos) do coração são evidenciados através do corpo e de costumes que não os distinguem das pessoas de um mundo sem Cristo.

Não se questiona a sinceridade das pessoas, porém muitas vezes não sabemos se estamos em um evento num clube ou show, ou se estamos num culto. A ideia de diferença com o mundo foi sendo substituída pelo desejo de satisfação pessoal. Neste meio, Deus, a preocupação com a pureza pessoal e de se buscar aquilo que de fato edifica foram se tornando secundárias.

Também a confusão provocada pela pregação do evangelho da graça foi capaz de fazer com que alguns se aproximassem perigosamente de práticas e costumes de pessoas sem Cristo. Não pelo erro do evangelho, mas pelas interpretações dúbias e ensinos incorretos desse evangelho. Da mesma forma a pregação de alguns calvinistas que exaltam a soberania de Deus parece estar provocando um efeito reverso de falta de responsabilidade humana. Aliado a isso tudo, tem-se o desejo apaixonado de agradar pessoas para que as igrejas encham, fazendo-se “vista grossa” para atividades que exaltam as emoções humanas e o prazer da carne em detrimento do ensino da Palavra de Deus e da necessidade de mudança de vida.

O desafio de hoje é não somente sermos santos no mundo, mas até mesmo dentro das igrejas e denominações.

Willes J. Silva é pastor da Igreja Batista em Nova Suíça (IBENS), em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Trabalhou por muitos anos como professor de matemática e ciências. Inicialmente começou seu trabalho em igrejas batistas como Ministro de Música. Posteriormente se formou em Teologia, assumindo trabalho ministerial como pastor.