6 de Março, 2025
Sobre O Domingo
Artigo por Willes J. Silva
Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia
“No dia de sábado, ofereçam dois cordeiros de um ano, sem defeito, e quatro litros da melhor farinha, amassada com azeite, em oferta de cereais, e a libação que a acompanha” Números 28:9
Desde o início da criação Deus separou o sábado como um dia de descanso e adoração. Isso foi feito milhares de anos antes das leis mosaicas surgirem. Após a ressurreição de Cristo, a cristandade passou a guardar o domingo no lugar do sábado pela compreensão de que nosso descanso está em Cristo e a sua ressurreição num domingo é um novo marco na história da fé.
Esses sacrifícios eram pedagógicos, já que ajudavam na compreensão de importantes verdades teológicas, mas também serviam para o entendimento do povo sobre o “quando” da adoração. O sacrifício contínuo feito todas as manhãs e tardes, ensinavam a necessidade de uma adoração diária ao Senhor. A vida do fiel precisa ser voltada para o propósito de glorificá-lo em todo o tempo. Aquele que pertence a Deus se importa em ter uma vida que agrade a Ele, por isso preza pela observação dos seus mandamentos. Além disso, também preza pelos momentos reservados para o culto de louvor ao Senhor junto com o povo de Deus
O sacrifício de sábado tinha prescrições próprias e ensinava a importância de se ter um dia na semana separado para um tempo maior dedicado à adoração e louvor. Esta prática atende a duas necessidades humanas: física, já que haveria cessação das atividades laboriais (descanso), ou seja, não se faria nenhum trabalho não essencial nesse dia. Por algumas horas o corpo poderia se refazer do cansaço e repor as energias; e espiritual, porque o ser humano precisa de um tempo maior de adoração a Deus para a sua felicidade e crescimento espiritual. A prática de louvor comunitário consola e fortalece para as lutas da vida. Aquele que reconhece as suas necessidades espirituais sabe que somente Deus pode supri-las.
Embora não guardemos mais o sábado, precisamos voltar à antiga prática de considerar o domingo como o “Dia do Senhor” e reservá-lo para dedicar um tempo maior para Deus na companhia dos irmãos na fé. Isso é essencial para uma fé saudável e madura.