10 de Setembro, 2024
Sustento Pastoral
Artigo por Willes J. Silva
Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia
“O Senhor disse também a Arão: — Na terra deles você não terá nenhuma herança e, no meio deles, você não terá nenhuma porção. Eu sou a sua porção e a sua herança no meio dos filhos de Israel” Números 18:20
Como já foi visto em reflexões anteriores, é um privilégio servir ao reino. Porém, Deus conhece as necessidades humanas e sabe que os que estão à serviço do reino carecem de coisas importantes para a existência deles. Alguns têm a estranha ideia de que aqueles que servem na obra não precisam ser cuidados para que tenham as suas necessidades satisfeitas bem como as de seus familiares. Frequentemente surgem pastores passando por necessidades porque as suas igrejas não tiveram a devida sensibilidade e consciência quanto ao sustento dos seus líderes.
No caso do texto destacado acima, o próprio Deus está se se dando como herança para os sacerdotes, mostrando que tudo o que precisariam o próprio Deus se incumbiria de suprir. Não deve haver insegurança quanto ao futuro na hora do chamado ao ministério. O próprio Criador e Sustentador do Universo está dizendo que Ele é tudo e ao mesmo tempo o melhor que nós temos. Ele garante provisão para as carências que se fizerem presentes.
De acordo com as orientações do Antigo Testamento, a forma como isso se daria seria através do uso das ofertas trazidas para os sacrifícios. Aqueles que serviam no tabernáculo (ou templo posteriormente), viveriam daquilo que seria oferecido lá. Mais tarde Paulo vai instruir a igreja de Corinto dizendo:
“Assim também o Senhor ordenou aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” (1 Coríntios 9:14).
Na igreja de Cristo não se trazem mais ofertas de animais ou cereais. As contribuições financeiras levantadas são usadas para o sustento das atividades, manutenção do espaço e dos equipamentos, pagamentos de taxas, mas, também, para o sustento ministerial. De nada adiantaria se determinada igreja tivesse tudo de melhor em termos de espaço físico e de equipamentos se não tivesse um pastor. É uma função essencial para o cuidado, proteção e alimentação na palavra da congregação. Com isso, é importante proporcionar ao obreiro condições adequadas para que ele e sua família sejam bem atendidos.
É importante ressaltar que essa orientação não partiu dos próprios sacerdotes ou dos pastores no tempo de Paulo; não é uma imposição de homens, mas veio do próprio Deus para o seu povo. Não foi algo instituído para enriquecimento dos obreiros, e sim para que tenham um sustento digno e realizem as tarefas do reino de forma eficaz.