21 de Fevereiro, 2024
Tempo De Começar E Tempo De Parar
Artigo por Willes J. Silva
Pastor batista, formado em Música Sacra e Teologia
“Este é o ofício dos levitas: Da idade de vinte e cinco anos para cima entrarão, para fazerem o serviço no ministério da tenda da congregação; mas, desde a idade de cinquenta anos, sairão da milícia deste ministério e nunca mais servirão” Números 8:24,25
Uma das coisas mais difíceis para aqueles que exercem algum tipo de ministério nas igrejas é saber o tempo de parar. É difícil depois de décadas de serviço no reino ter que admitir as limitações e reconhecer que outro deve dar continuidade ao trabalho.
Isso pode ser motivado pela estranha ideia de que se é essencial para a continuidade da obra, ou até mesmo para se manter a sensação de utilidade por exercer alguma atividade.
As respostas às possíveis questões acima levantadas são que, em primeiro lugar, a única pessoa de fato essencial para que o reino continue a avançar é o Senhor Jesus. Nele a igreja está fundada e Ele é a razão da existência da igreja. Além do mais, sendo o Senhor da obra, Ele é quem escolhe, capacita e sustenta aqueles que lançarão mão do arado.
A vida como uma sucessão de fases. Elas vão mudando e se transformando conforme nós também vamos nos transformando. Cada fase é adequada à característica daquele tempo específico da nossa existência. Com isso, com o passar do tempo, deixamos de realizar atividades mais intensas que exigem mais de nós fisicamente, e passamos a nos dedicar a um tempo maior de estudo, oração e ensino.
Deus estipulou as idades para o início e fim do ministério dos levitas. Não eram jovens demais quando começavam e nem velhos demais quando paravam, podendo assim cuidarem da saúde e se adaptarem a outro tipo de atividade. Sabe-se que quando um levita se aposentava, ele se aplicava em treinar os levitas novos que estavam entrando na idade de servir no tabernáculo. Passavam a realizar atividades mais adequadas às suas condições físicas.
Aqui está uma boa pista da forma de contribuição que os mais experimentados e vividos podem dar ao reino: ajudar os novos em seu aprendizado e treiná-los para uma vida de serviço; mais ainda, orientá-los para uma vida piedosa de temor a Deus e apoiá-los no exercício da fé nos desafios do cotidiano. Paulo instrui a Tito dizendo:
“Do mesmo modo, quanto às mulheres idosas... Que sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amar o marido e os filhos, a serem sensatas, puras, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada. Do mesmo modo, quanto aos mais jovens, exorte-os para que, em todas as coisas, sejam moderados. Seja você mesmo um exemplo de boas obras. No ensino, mostre integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado, não tendo nada de mau a dizer a nosso respeito” Tito 2:3-8
Que o Senhor nos dê a humildade de reconhecermos a hora de outra geração assumir os encargos mais desgastantes e continuarmos servindo, mas de forma mais amena, sem colocar em risco a saúde, sendo úteis da maneira como Deus desejar.